Sonhos do Luar
>> quinta-feira, 25 de junho de 2009
Sento-me na noite, ao abrigo do luar...
O conforto do céu estrelado, deixa que o vento bata e leve com ele os assombros dos dias...
Os dias em que o Sol ao brilhar, não ilumina, cega a verdade em que te escondes...
Sozinha, sento-me sob o luar, na noite escura que reflecte a luz real!
A luz que impede as falhas da cegueira...
A luz que se faz sentir por dentro, onde me guardo e protejo!
Fecho-me em mim, segura e secreta...
Fecho-me onde guardo os meus sonhos...
Retiro-os a cada noite, apenas para poder sonhar e devolvo-os no primeiro raio de Sol ao seu lugar... Dentro de mim!
Ficus
>> segunda-feira, 22 de junho de 2009
"Rego aos poucos a dor que me mata a esperança... Com raízes frágeis, agarro-me na terra a que pertenço, e espero numa espera que talvez nunca virá..."
Vazio
>> domingo, 14 de junho de 2009
Sabe que vive momentos em que não vive… sabe que apenas vê passar os segundos intemporais…
O mundo é uma caixa de televisão, onde se senta de frente a observar, comédia ou drama, apenas se conhece uma expressão no seu olhar – VAZIO.
É assim que existe nestes tempos, parada quando anda… triste ao sorrir… Doente no existir instável em que vive!
Hoje sabe que não vai sorrir, hoje sabe que não vai viver, hoje sabe que apenas existe no correr do tempo que não passa…
A cada instante sinto falta da tua mão...
>> sexta-feira, 5 de junho de 2009
"Num deserto sem água, numa noite sem lua, numa terra nua, por maior que
seja o desespero, nenhuma ausência é mais profunda que a tua!"
Tempos
>> sexta-feira, 22 de maio de 2009
Nos pés que me levam, ando num tempo diferente…
Não o tempo dos minutos, mas o tempo dos sentidos!
Caminho neste meu tempo, um tempo que me faz sentir…
Um tempo que liberta cinzentos…
Nos pés que me levam, sinto o Sol a iluminar a pele, sinto um vento fresco que se solta nos cabelos….
Neste tempo que é meu, anseio o sabor do encontro que me devolve aquele sorriso que só tu conheces como teu…
Nos pés que me comandam, caminho na verdade que me representa…
É este brilho que detém o meu olhar, o escudo que me protege de tantos outros olhares cinzentos e sombrios.
Neste meu tempo, sim, porque este é o meu tempo, o tempo dos sentimentos, que eu acredito no que sou: Sou Eu!
Nos pés que me levam, confio as minhas vontades, as minhas causas, e o meu tempo, o tempo dos sentimentos…
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Dizer...
>> quarta-feira, 20 de maio de 2009
O meu amor alimenta-se do nosso amor...
O teu amor é nosso...
Cresce numa constante, sinto nem o caber no peito...
É tempestade e bonança...
Explode num simples olhar, tem som, cheiro e sabor!
O meu amor renasce a cada acordar, e nasce com ainda mais força,
mais justo e seguro...
É sonho, é vida, é realidade
é a minha existência em pleno do que sou…
É a minha coragem maior…
É a minha força bruta que adoça o teu ser…
És tu... é o que sinto... é o que tenho...
Amar, amor, amar-te... é tão vago para expressar o que sinto
Olha-me,
Sente-me,
e um dia no tempo, saberás encontrar as letras que compõem a música do que sinto por ti…
Saudade sinto, tanta tanta... Que quero permanecer em ti, para sempre....
Dói a saudade, o medo... Mas na esperança encontro-te num abraço
Tempo findado
>> quarta-feira, 13 de maio de 2009
Embora tenha conhecimento da realidade, recuso-me a aceitar.
Não sei se esta recusa é devida a um gostar, a uma saudade, ou simplesmente porque a entendo injusta…
Quero fechar a porta à chave, deitar a chave no mar profundo, impossibilitando a probabilidade de a voltar a abrir.
Quero profundamente iniciar um novo ciclo que teimei em adiar de dia para dia, e pergunto-me porquê?
Não possuo respostas, o meu encanto esmorece, a minha luz apaga-se…
Percebo que não existem motivos para o fim, simplesmente porque acabou.
Assim sendo, fecho a porta, rodo a chave, não a deito no mar… Fecho os olhos, abro a janela e atiro-a, deixo-a cair no infinito, de uma forma segura para que nunca a possa encontrar…
O tempo encarregar-se-á de permitir que se abram novas portas, para que quem nelas queira entrar.
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Luto
>> segunda-feira, 4 de maio de 2009

Escolhas onde se perde...
Escolhas onde se encontra...
Escolhas...
Escolhas onde se ganha... coerência, vida e verdade!
Escolhas que soltam lágrimas... revoltas e certezas...
Escolhas que se vestem de lutos...
Lutos que se transformam em memória, em momentos...
Vínculos dissipados numa poeira que no vento vai...
Escolhas...
Escolhas de quem ganha mais uma batalha!
Ser...
>> quarta-feira, 29 de abril de 2009
Não há noite que se deite…
Não há dia que levante…
Que não traga com ela a imagem do que seria.
Os caminhos desenrolam-se numa tristeza consumida,
Numa dor de quem perdeu…
Uma perda egoísta… escolhida, mas jamais esquecida!
Com ela vem a incerteza, a descrença do que se diz…
Do que se sente, do que se vê num olhar!
Parte do que foi, morreu naquele parar…
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Falsas Tempestades
>> terça-feira, 21 de abril de 2009
Nem vento...
Nem frio...
Nem gelo...
Nem terramoto...
Nem dilúvio....
Nem tão pouco o significado insignificante de alguém,
abala nem um pouco um amor que cresce de dentro...
Nem um pequeno arranhão se vê na solidez de uma verdade sentida!
E assim mais forte vai ficando, esta única e possível forma de estar...
Assim, dentro de nós, protegida por nós!
Podem vir mais e mais tempestades...
Com a certeza que não vira o barco tranquilo, no mar que o agarra seguro...
Prende-me
>> quinta-feira, 16 de abril de 2009
No cinzento profundo espero o teu olhar!
Como uma folha que balança, prendo-me na força do que vem...
Prendo-me no abraço que anseio sentir!
Por mais que o vento me queira desprender,
eu seguro-me...
Seguro-me a ti...
Seguro-me no teu toque suave...
No doce deslizar dos teus braços...
No intenso sentir que me prende em ti!
Mar Sonoro
>> segunda-feira, 13 de abril de 2009
"Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós.
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim."




