Mar que navego...

>> domingo, 8 de março de 2009



"Não sei por que ondas navegaste nem em que tempestades agitadas te envolveste, não sei porque não o quero saber, mesmo que em mim ocorram tempestades silenciosas apenas porque prefiro não ouvir o barulho do vento e o bater das ondas, prefiro saber antes que nasceste em mim e que em mim sempre permaneceste, que nunca conheceste outro mar, que nunca tocaste outras águas… que o meio onde vives hoje é o meio onde sempre viveste e que nada mais te alimenta e te faz viver. Sim pequena estrela-do-mar não quero olhar nas tuas pontas os danos que as areias mais intempestivas te causaram, quero passar a minha água e curar-te, sentir a suavidade do teu toque com todos os arranhões que possas ter. Não quero tocar nas fronteiras dos mares que me rodeiam, eles que banhem as praias paradisíacas que quiserem, a mim não me importa o areal ou os portos, a mim o que me toca é a vida que há em mim… és tu pequena estrela.

Mesmo que tenhas momentos em que te escondes no meu fundo com medo não te esqueças que mesmo esse fundo é meu, que continuas em mim… e a única maneira de me fazerem ir à areia é para te ir buscar no caso de quereres abandonar o meu ritmo de embalar.

E só tu terás poder para controlar as minhas marés…"

5 folhas:

Eu 8 de março de 2009 às 23:41  

O Mar é um elemento muito "estranho" da Natureza... não se compreende bem toda a sua essência! As suas vontades são muito próprias e nem tudo é explicado ou previsto pela ciência...

Raul e Joel Carvalho 8 de março de 2009 às 23:50  

Estamos sem palavras para este texto... Acho que é dos melhores do Soltas...

E o que é mais incrível numa estrela do mar, é que pode ser despedaçada, que sempre consegue regenerar e voltar ao mesmo ritmo e ter as mesmas emoções, sentidos, tudo...

Pode-se considerar uma animal quase imortal...

Abraços

miau 9 de março de 2009 às 00:42  

Regenera-se numa força que desconhece...
É um sentimento solto na onda de um mar, é é lindo!

estrelinha do mar 9 de março de 2009 às 00:50  

Escondida, espero o sossego do mar que me dá vida, do mar que me embala e protege... O mar que na tempestade, deixa no seu fundo, a calmaria de um abrigo.

mar 10 de março de 2009 às 10:12  

porquê escondida? porque não sais do fundo e vens navegar?

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