>> sábado, 2 de abril de 2016
Caí outra vez na escuridão... a brisa corre longe...
Não vejo, não sinto... perco-me dentro do vazio da tua ausência...
...espero-te em mim!
Caí outra vez na escuridão... a brisa corre longe...
Não vejo, não sinto... perco-me dentro do vazio da tua ausência...
...espero-te em mim!

No grito que solta, ecoa o som preso de uma liberdade que não detém... Frágil como presa do vento torna-se forte nas muralhas que contém. Dentro delas constrói a segurança de um escudo... Um escudo onde se prende, um escudo que rouba... Protege-se enroscado onde pode ser, sentir e sonhar... O vento bate sem entrar!
Certas incertezas sem rumo
Esmagam o sentido da verdade
Como numa corda bamba, em constante desequilíbrio...
A vontade assombrada de cair nas desistentes tentativas de segurar a vida...
Labirintos confusos das emoções esbarradas pela razão de sentidos obrigatórios para destinos não desenhados.
Já nem os sonhos conseguem segurar o pêndulo da felicidade!
Já nem o vento sopra com sabor no brilho do Sol... projecta sombras despidas, formadas de vazios absolutos.
Sem perguntas com resposta, a direcção é seguida sem vontade, na obrigação imposta pelo sentido.
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Navega num sonho de medos reais.
Frágil, leve e lento, sabe que é certo o naufrágio...
Rendido pelo feroz sentimento, espreita o vento que sopra cinzento nas altas ondas do mar...
Mas ele queria experimentar o sabor das águas, o doce leito das ondas tempestuosas.
Num medo corajoso, o pequeno barco de papel, entrega-se a um mar que sente como seu, um mar onde permanece num escasso tempo mortal...
Consumido lentamente na água que prova, torna-se mar...
Ser navegado ao navegar...
Agora sem medos, viaja em si onde pertence e permanece... Conhece todas as margens, todos os céus, onde no medo acordou a coragem
Na queda percebi que me preenchia o vazio...
Ainda dormente, no chão da vida, a sensação do nada estilhaçava na minha cabeça.
Queria ter sem saber o quê, apenas ter, desejava sentir mais que um nada... e nada!
A certeza da existência do vazio foi o alarme do despertador que acordou os sorrisos, as lágrimas, a mágoa, a sede de encontrar...
E quando no vazio o nada se esperava, uma lágrima caiu no olhar que se cruzou envolvido na magia de um abraço perfeito... E aquele misterioso segundo fez o sentido de uma vida inteira!
Não quero nada que não sejas tu.
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No Silêncio dos uivos da noite, sinto a solidão no mar de gente que me rodeia...
Nos escassos rasgos de alegria, liberto a tensão que me assombra...
Desconfio das almas que se me aproximam! sem crenças nem destino vou seguindo as curtas passadas no ritmo do sinuoso tempo que surge...
Desaprendo a cada tropeçar de um vislumbre desfeito no mundo real...
Dou tempo para que o tempo me ajude a levantar dos ilusórios sonhos egoístas...
Sem me encontrar em lugar algum, aclara-se a vontade de desistir... de mim!
Luto dia após dia contra um eu exigente, longe da compreensão de quem me faz falta!!!
Na dor me escondo, na angustia devolvo ao mar as lágrimas salgadas, numa esperança de que me sinta, de que me acalme, de que faça de mim sua dependência... São pequenas gotas num mar de imensidão, misturam-se num nada...
Num resto de coragem, ergo-me e aprendo de novo a andar...